Estenose degenerativa do canal vertebral lombar é uma causa frequente de dor lombar, principalmente em pacientes idosos. Também chamada de estenose espinhal lombar, é definida como o estreitamento de qualquer canal por onde passam os nervos, seja ele o canal vertebral, forame ou recesso lateral. Esse estreitamento leva à dor lombar que pode irradiar para glúteos e membros inferiores, podendo afetar a marcha e causar incapacidade.

Na maioria dos casos de estenose, os sintomas começam a aparecer após os 60 anos de idade. Geralmente estão relacionados à degeneração das últimas vértebras lombares. A dor lombar começa de forma recorrente e depois se torna permanente. Com o tempo, pode evoluir com dor irradiada para a lateral do quadril, glúteos e membros inferiores.

Quando a estenose é central, pode levar à claudicação neurogênica, com dores nos membros inferiores, parestesia e diminuição da força que progride de forma lenta. Esses sintomas surgem ao andar ou ficar de pé e são aliviados quando o paciente se senta, se inclina para frente ou se deita.

A claudicação pode se manifestar quando o examinador pede ao paciente para caminhar ou estender a coluna. Em estágios avançados, frequentemente ocorre retificação da lordose lombar e perda do equilíbrio quando o paciente se inclina para frente.

Em consenso internacional, um grupo de especialistas de diferentes países concluiu que 7 sinais e sintomas clínicos são necessários para se ter mais certeza da presença de estenose da coluna lombar com base na história e no exame físico, a saber:

  • Dor na região glútea ou dor em membros inferiores quando andando;
  • Alívio dos sintomas na flexão anterior;
  • Alívio ao usar o carrinho de supermercado ou andar de bicicleta;
  • Distúrbios sensoriais ou motores ao caminhar;
  • Pulsos periféricos normais ou simétricos;
  • Fraqueza das extremidades inferiores;
  • E dor lombar.

Ocasionalmente, a estenose da coluna lombar é concomitante com a estenose da coluna cervical ou dorsal; os sinais de radiculopatia cervical ou mielopatia predominam nesses casos, caracterizados por espasticidade, hiperreflexia, clônus e perda de equilíbrio.

Uma avaliação minuciosa deve ser realizada, incluindo a investigação a partir de exames de imagem para que o tratamento mais adequado seja indicado. Por isso, em caso de dor, procure um especialista.